Calculadora de Juros Compostos

Descubra quanto seu dinheiro pode render ao longo do tempo com o poder dos juros compostos.

Saldo Total

R$ 231.865,21

Principal total Juros acumulados

Evolução ano a ano

Ano Saldo Inicial Aportes no Ano Juros no Ano Saldo Final

Como calcular juros compostos, fórmula e exemplo passo a passo

Juros compostos são aqueles calculados sobre o capital inicial mais os juros já acumulados nos períodos anteriores, o famoso "juros sobre juros". A fórmula dos juros compostos é:

M = C × (1 + i)t
M = Montante final (valor acumulado)
C = Capital investido
i = Taxa de juros
t = Tempo de aplicação

Suponha que você investe R$ 5.000 a uma taxa de 10% ao ano por 3 anos, sem aportes adicionais.

Perceba que os juros crescem a cada ano. R$ 500 no primeiro, R$ 550 no segundo, R$ 605 no terceiro. Isso é o efeito composto em ação. A cada ano você ganha juros sobre um saldo maior do que o anterior. Com capitalização mensal, a mesma lógica se aplica mês a mês e o resultado final é ligeiramente maior.

Quanto rende R$ 10.000 em juros compostos, simulações com taxas reais

Nada ilustra melhor o poder dos juros compostos do que ver números concretos. Veja quanto R$ 10.000 investidos hoje viram ao longo do tempo com aportes mensais de R$ 300, em diferentes taxas de retorno.

A 6% ao ano (referência da poupança), em 10 anos você acumula cerca de R$ 82.000. Em 20 anos, R$ 193.000. Em 30 anos, R$ 390.000. Você colocou R$ 118.000 do próprio bolso. O restante são juros.

A 10% ao ano (CDB conservador, próximo ao CDI), em 10 anos você tem R$ 98.000. Em 20 anos, R$ 282.000. Em 30 anos, R$ 726.000, sendo quase R$ 600.000 de juros sobre R$ 118.000 investidos.

A 12% ao ano (CDB de banco médio ou Tesouro IPCA+ bom), em 10 anos você chega a R$ 110.000. Em 20 anos, R$ 360.000. Em 30 anos, quase R$ 1.050.000. O primeiro milhão, com aporte de R$ 300 por mês.

A diferença entre 6% e 12% ao ano não é o dobro do resultado. Em 30 anos é quase três vezes mais. Cada ponto percentual a mais na taxa tem impacto exponencial no longo prazo. Por isso vale tanto pesquisar e comparar antes de escolher onde investir.

Juros compostos vs juros simples, por que a diferença explode no longo prazo

No regime de juros simples, os juros incidem sempre sobre o capital original. Se você investiu R$ 10.000 a 10% ao ano, recebe R$ 1.000 por ano, o mesmo valor todo ano até o final. Em 20 anos chegaria a R$ 30.000.

Nos juros compostos, os juros de cada período são incorporados ao saldo e passam a render também. Os mesmos R$ 10.000 a 10% ao ano em regime composto chegam a R$ 67.275 em 20 anos, mais do que o dobro.

Em 5 anos a diferença é pequena (R$ 15.000 vs R$ 16.105). Em 10 anos já é significativa (R$ 20.000 vs R$ 25.937). Em 30 anos é brutal (R$ 40.000 vs R$ 174.494). A distância cresce de forma exponencial. Quanto mais tempo passa, mais o regime composto se distancia do simples.

Na prática, quase todos os investimentos financeiros (CDB, Tesouro Direto, fundos, poupança) operam em regime composto. Os juros simples aparecem principalmente em cálculos comerciais básicos e algumas modalidades de empréstimo de curto prazo.

Como a frequência de capitalização afeta o seu rendimento final

A mesma taxa anual de 12% pode resultar em montantes diferentes dependendo de quantas vezes os juros são apurados por ano. Isso acontece porque quanto mais frequente a capitalização, mais cedo os juros passam a render sobre si mesmos.

Com R$ 10.000 a 12% ao ano por 10 anos, a capitalização anual resulta em R$ 31.058. A semestral chega a R$ 32.071. A trimestral, R$ 32.620. A mensal, R$ 33.004. A diária, R$ 33.194. A diferença entre anual e diária parece pequena em 10 anos, mas em 30 anos representa dezenas de milhares de reais.

No mercado brasileiro, o Tesouro Selic e os fundos de renda fixa capitalizam diariamente. CDBs, LCIs e LCAs geralmente capitalizam de forma diária também, mas pagam na data de vencimento. A poupança capitaliza mensalmente, na data de aniversário da aplicação. Para simular qualquer um desses produtos aqui, selecione a frequência correspondente.

Por que começar a investir 10 anos antes pode dobrar seu patrimônio

O tempo é a variável mais poderosa nos juros compostos, acima da taxa de retorno ou do valor dos aportes. A razão é simples. O crescimento exponencial precisa de tempo para se manifestar. A maior parte do rendimento acontece nos últimos anos do período, não nos primeiros.

Considere duas pessoas, ambas investindo R$ 300 por mês a 10% ao ano. Ana começa aos 25 e para completamente aos 35, com 10 anos de aportes e nada mais depois disso. Bruno começa aos 35 e investe até os 65, com 30 anos de aportes regulares. Aos 65 anos, Ana tem mais dinheiro do que Bruno, mesmo tendo investido apenas um terço do tempo total.

O dinheiro de Ana ficou aplicado por 40 anos. O de Bruno ficou, em média, por 15 anos. Os últimos anos de um investimento composto valem muito mais do que os primeiros. É como o último quarto de uma bola de neve descendo uma montanha, que cresce mais do que os três quartos anteriores somados.

Cada ano que você posterga o início de um investimento não atrasa só um ano o resultado. Isso reduz o montante final de forma desproporcional. Simule na calculadora acima a diferença entre começar hoje com R$ 100 e começar daqui a 5 anos com R$ 500. O resultado vai surpreender.

Aportes mensais ou capital inicial, o que rende mais no longo prazo

Existe um mito de que você precisa de um capital inicial alto para ter resultados expressivos com juros compostos. Os números mostram o contrário. A consistência dos aportes mensais frequentemente supera a vantagem de um grande capital inicial.

Comparando dois cenários a 12% ao ano por 20 anos, quem investe R$ 50.000 de uma vez sem aportes chega a cerca de R$ 482.000. Quem começa do zero mas deposita R$ 500 por mês chega a aproximadamente R$ 494.000, tendo colocado apenas R$ 120.000 do próprio bolso ao longo do tempo. Quem tem mais dinheiro ao final? Quem fez aportes mensais.

Isso acontece porque os aportes mensais também se beneficiam dos juros compostos. Cada R$ 500 depositado no mês 1 rende por 240 meses. O depositado no mês 12 rende por 228 meses. Mesmo o último aporte, no mês 240, ainda rende alguma coisa. A soma desses pequenos rendimentos ao longo do tempo supera a força de um capital inicial estático.

A lição prática é não esperar juntar uma quantia "suficiente" para começar. Comece com o que tem agora, mesmo que seja R$ 50 ou R$ 100 por mês. O tempo trabalhando a seu favor vale mais do que o valor do primeiro aporte.

Rendimento bruto vs rendimento líquido, o que esta calculadora não mostra automaticamente

Esta calculadora exibe o rendimento bruto, ou seja, o valor total antes de qualquer desconto de impostos ou taxas. Na hora de planejar seus investimentos, é fundamental entender essa diferença para não se surpreender na hora do resgate.

O rendimento líquido é o que efetivamente entra no seu bolso. Para chegar nele, você precisa subtrair dois fatores principais. O Imposto de Renda (quando aplicável) e a inflação do período.

Para estimar o rendimento líquido a partir dos resultados desta calculadora, pegue o valor de "Juros acumulados" mostrado no resultado, aplique a alíquota de IR correspondente ao prazo, subtraia esse valor dos juros e some com o total investido. O número que sobra é seu rendimento líquido nominal. Para o real, desconte ainda a inflação acumulada no período.

Em simulações de longo prazo, acima de 15 ou 20 anos, a diferença entre rendimento bruto e líquido real pode ser enorme. Uma taxa de 12% ao ano bruta com IR de 15% sobre os juros e inflação de 5% ao ano resulta em um rendimento real líquido de pouco mais de 5% ao ano. Ainda positivo, mas bem diferente dos 12% nominais.

Imposto de renda em investimentos, como calcular o quanto você paga de verdade

O IR em investimentos de renda fixa no Brasil funciona com tabela regressiva. Quanto mais tempo você mantém o investimento, menor a alíquota. As faixas são as seguintes.

O IR incide somente sobre os juros, não sobre o capital investido. Se você aplicou R$ 10.000 e resgatou R$ 13.000 após 2 anos, o IR de 15% incide apenas sobre os R$ 3.000 de rendimento. Você paga R$ 450 de imposto e recebe R$ 12.550 líquidos.

Alguns investimentos são isentos de IR para pessoa física, como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas. A poupança também é isenta. Por isso, ao comparar um CDB com uma LCI, não basta olhar a taxa bruta. É preciso comparar as taxas líquidas. Uma LCI que paga 10% ao ano pode ser mais vantajosa do que um CDB que paga 12% ao ano, dependendo do prazo.

Para calcular a equivalência, divida a taxa da LCI por (1 menos a alíquota de IR). Com alíquota de 15%, uma LCI de 10% equivale a um CDB de 11,76% (10 ÷ 0,85). Se o CDB oferecer menos que isso, a LCI ganha.

Juros compostos no cartão de crédito e cheque especial, quanto sua dívida cresce

O mesmo mecanismo que faz seu patrimônio crescer exponencialmente é o que faz suas dívidas saírem do controle. E no crédito brasileiro, as taxas são brutais, entre as mais altas do mundo.

O rotativo do cartão de crédito cobra, em média, 14% ao mês. Isso não é erro de digitação. Quatorze por cento ao mês. Em termos anuais equivale a mais de 400% ao ano. Uma dívida de R$ 5.000 que você decide "pagar depois" cresce para R$ 27.000 em um ano, sem que você tome mais nenhum crédito.

O cheque especial não é muito diferente. Com taxas médias de 7% a 8% ao mês, R$ 5.000 usados por dois anos viram quase R$ 30.000. O crédito pessoal de banco grande cobra entre 3% e 5% ao mês, o que parece razoável até você calcular que R$ 10.000 em 3 anos viram entre R$ 26.000 e R$ 35.000.

A conclusão é matemática. Não existe investimento no Brasil que pague o suficiente para compensar juros de cartão de crédito ou cheque especial. Quitar uma dívida a 14% ao mês equivale a encontrar um investimento que rende 14% ao mês, algo que simplesmente não existe em renda fixa. A ordem correta é sempre quite as dívidas caras primeiro, construa uma reserva de emergência depois e então comece a investir o excedente.

Como simular CDB, Tesouro Selic e poupança nesta calculadora

Para simular um CDB, use a taxa anual informada pelo banco (geralmente expressa como percentual do CDI) e selecione capitalização Mensal. Se o CDB paga 110% do CDI e o CDI está em 13,65% ao ano, a taxa a usar é 15,01% ao ano. Lembre que o resultado será bruto. Para o líquido, desconte o IR conforme o prazo.

Para simular o Tesouro Selic, use a taxa Selic atual e selecione capitalização Diária. O Tesouro Selic rende aproximadamente Selic menos 0,1% ao ano pela taxa de custódia, então subtraia isso da taxa. O IR segue a tabela regressiva e incide no resgate ou vencimento.

Para simular a poupança, use capitalização Mensal e a taxa de 70% da Selic quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, ou 0,5% ao mês mais TR quando estiver abaixo. A poupança é isenta de IR, mas o rendimento líquido real costuma ser inferior ao de praticamente qualquer CDB ou Tesouro disponível no mercado.

Para planejar a aposentadoria, defina o montante desejado, estime quantos anos faltam e use uma taxa conservadora entre 8% e 10% ao ano. Ajuste o aporte mensal na calculadora até o resultado atingir seu objetivo. Esse número é o aporte mensal necessário, ou seja, o quanto você precisa guardar todos os meses a partir de hoje para chegar lá.

Perguntas frequentes sobre juros compostos

Qual a diferença entre taxa nominal e taxa efetiva nos juros compostos?

A taxa nominal é a declarada no contrato, por exemplo "12% ao ano". A taxa efetiva considera a frequência de capitalização e é sempre maior que a nominal quando os juros são calculados mais de uma vez por ano. Com capitalização mensal, uma taxa nominal de 12% ao ano equivale a uma taxa efetiva de 12,68% ao ano. Esta calculadora trabalha com taxa nominal anual. Ao inserir 12%, ela divide internamente por 12 para calcular os juros mensais.

LCI e LCA entram na calculadora da mesma forma que CDB?

Sim, o cálculo de juros compostos é o mesmo. A diferença está na tributação. LCI e LCA são isentas de IR para pessoa física, então o valor final calculado já é o líquido. Para comparar com um CDB tributável, calcule o rendimento bruto do CDB e subtraia o IR correspondente ao prazo. Se o CDB líquido ficar abaixo da LCI, a LCI é melhor, mesmo que a taxa bruta do CDB seja maior.

A calculadora considera a inflação?

Não automaticamente. Os resultados mostram valores nominais. O poder de compra real depende da inflação no período. Para uma simulação conservadora de longo prazo, subtraia a inflação esperada da taxa de retorno antes de usar a calculadora. Se você espera 12% ao ano de retorno e 5% de inflação, use 6,67% como taxa, calculada assim: (1 + 0,12) ÷ (1 + 0,05) − 1. O resultado será o crescimento real do seu patrimônio, já descontada a perda de poder de compra.

O que é a Regra dos 72 e como ela se relaciona com os juros compostos?

A Regra dos 72 é um atalho mental para estimar em quantos anos um investimento dobra de valor. Basta dividir 72 pela taxa de juros anual. A 6% ao ano, seu dinheiro dobra em 12 anos (72 ÷ 6). A 12% ao ano, em 6 anos. É uma aproximação que funciona bem para taxas entre 5% e 20% ao ano e ajuda a ter uma noção rápida do poder de uma taxa sem precisar de calculadora.

Quanto preciso guardar por mês para ter R$ 1 milhão?

Depende do prazo e da taxa. Com 10% ao ano e capitalização mensal, 30 anos de prazo exigem cerca de R$ 440 por mês. Em 20 anos são R$ 1.300 por mês. Em 10 anos, quase R$ 5.000 por mês. A matemática é implacável. Cada ano que você adia duplica ou triplica o esforço necessário. Simule exatamente o seu caso na calculadora acima e ajuste o aporte mensal até o saldo final chegar a R$ 1.000.000.