Como administrar uma empresa familiar: dicas essenciais

Dicas práticas para estruturar cargos, finanças e sucessão em empresas familiares, evitando conflitos e garantindo sustentabilidade.

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Escrito por: · Redatora especialista em empreendedorismo
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Reunião familiar em uma mesa de trabalho

Empresas familiares são aquelas onde pelo menos dois membros da mesma família fazem parte do quadro de sócios ou colaboradores. E olha, elas são extremamente comuns no Brasil.

A lógica parece simples: abrir um negócio com alguém que você confia, que conhece há anos e com quem tem uma boa convivência. O melhor dos mundos, certo?

Não exatamente.

Qualquer pessoa que já trabalhou com familiares sabe que essa configuração pode trazer tantas vantagens quanto dores de cabeça. E não são dores de cabeça pequenas não - estamos falando de situações que podem ameaçar o futuro do empreendimento ou, pior ainda, destruir relações familiares construídas ao longo de décadas.

Por isso aprender como administrar uma empresa familiar não é apenas importante - é indispensável para a sobrevivência do negócio.

A gestão de empresas familiares tem um desafio único que outros tipos de empresa não enfrentam: você precisa separar as relações pessoais das decisões empresariais. E separar de verdade, não apenas “tentar” separar.

O problema mais comum? As decisões são tomadas com base na proximidade entre as pessoas, não em qualificações profissionais ou resultados alcançados. Aquele primo que é gente boa acaba ocupando um cargo estratégico mesmo sem ter a menor experiência na área. O filho do sócio ganha mais que um funcionário com 10 anos de casa fazendo a mesma função.

Você já viu isso acontecer, né?

Esse tipo de decisão pode fazer com que o negócio não seja sustentável financeiramente a longo prazo. Ou pior: pode acabar com as relações familiares que você tanto preza.

Os principais desafios na gestão de empresa familiar

Administrar uma empresa familiar é desafiador porque você está lidando com dois mundos completamente diferentes ao mesmo tempo: o pessoal e o profissional.

Quando não existe uma separação clara dessas relações, duas coisas podem acontecer (e ambas são ruins): decisões prejudiciais para o futuro da empresa ou o rompimento de laços familiares. Às vezes as duas coisas ao mesmo tempo.

Entre os desafios mais comuns está a divisão dos cargos, a definição da estrutura societária e o estabelecimento dos salários ou pró-labores - aquela quantia destinada aos sócios que efetivamente trabalham no dia a dia.

O raciocínio mais comum é pensar que todos os membros da família devem lucrar a mesma quantidade de dinheiro, independentemente do trabalho executado por cada um. Parece justo à primeira vista, mas essa lógica simplesmente não funciona na prática.

Deixa eu te dar um exemplo real.

Dois irmãos se juntam para abrir uma loja de automóveis. Tudo documentado, sociedade 50/50, tudo certo. Alguns meses depois, um terceiro membro da família começa a participar ativamente do dia a dia do negócio, com atribuições iguais ou até maiores do que a dos sócios originais.

Passa um ano, dois anos. Esse terceiro membro está lá todo dia, fazendo o negócio funcionar, mas nunca foi formalizado como sócio. Aí vem uma eventual ruptura da sociedade entre os dois irmãos originais.

O que acontece com o terceiro membro? Ele fica a ver navios. E a família fica em uma situação extremamente desconfortável, com disputas judiciais, mágoas e aquele clima pesado nos almoços de domingo.

A questão da sociedade, quando não definida corretamente e documentada desde o início, é uma bomba-relógio esperando para explodir.

Erros que você pode cometer ao administrar um negócio de família

Olha, é completamente normal cometer alguns erros no meio do caminho quando você tem um negócio em família. Faz parte do processo de aprendizado.

O problema é que muitos desses erros são tão comuns que poderiam ser facilmente evitados se as pessoas prestassem atenção nos casos de quem já passou por isso.

Falta de planejamento empresarial

O primeiro grande erro é a ausência total de planejamento empresarial. Muitas famílias começam a gerir um negócio com base apenas em intuições e experiências individuais, quando poderiam definir planos concretos, estratégias bem estruturadas e metas que levariam o negócio ao sucesso desejado com muito mais facilidade.

Você não construiria uma casa sem uma planta, certo? Então por que tantas pessoas abrem empresas sem um planejamento mínimo?

Definição de cargos baseada em parentesco

A definição de cargos, salários e privilégios com base nas relações pessoais (e não na competência técnica) é outro erro extremamente comum que pode deixar a empresa estagnada no mercado de atuação.

Quando você escolhe um funcionário sem levar em consideração sua capacidade técnica ou intelectual, a empresa perde a chance de trazer novidades do setor, fica desatualizada e simplesmente para de crescer.

Decisões importantes como essas devem ser tomadas com pensamento estratégico para alavancar o crescimento da empresa, não apenas para gerar emprego para parentes. Pode parecer duro, mas é a realidade.

Mistura do capital pessoal com o empresarial

Outro erro gravíssimo e extremamente comum: misturar o dinheiro do negócio com o dinheiro pessoal. Você precisa ter em mente que o dinheiro da empresa também precisa ser reinvestido nela mesma para que o negócio sobreviva e cresça no mercado.

Os lucros do negócio não devem, em hipótese alguma, serem usados para pagar compromissos pessoais de sócios ou colaboradores da empresa. Parece óbvio, mas acontece todos os dias em milhares de empresas familiares pelo Brasil.

É o pai que “pega emprestado” do caixa para pagar o IPVA. É o filho que usa o cartão da empresa para fazer compras pessoais. É a mãe que retira dinheiro para uma viagem sem registrar adequadamente.

Cada uma dessas ações vai minando a saúde financeira do negócio até que, um dia, não há mais dinheiro suficiente para pagar os fornecedores ou os funcionários.

As principais vantagens em abrir uma empresa familiar

Apesar de todos os desafios que já mencionei, não pense que empresas familiares são uma má ideia. Longe disso.

Escolher ser um empreendedor e ter um negócio próprio é um grande passo na vida de qualquer pessoa. A decisão envolve investimento financeiro considerável, dedicação de tempo integral e muita persistência para superar os obstáculos.

É exatamente nesse cenário que a presença de uma ou mais pessoas de extrema confiança é não apenas bem-vinda, mas frequentemente desejada quando existe a necessidade de ter um sócio.

Confiança genuína

A primeira grande vantagem é óbvia mas fundamental: confiança. Você conhece seus familiares há anos, sabe como eles pensam, como agem sob pressão, quais são seus valores. Isso é inestimável quando você está construindo algo do zero.

Mesmo que o negócio tenha apenas um dono, é possível empregar membros da família para ocuparem cargos de confiança ou simplesmente para ajudarem a tirar a ideia do papel e transformá-la em realidade.

Ambiente de trabalho mais leve

Outro ponto positivo significativo é o ambiente de trabalho. Quando existe equilíbrio (essa palavra é fundamental), o fato de as pessoas não apenas se conhecerem, mas terem uma boa relação pessoal, pode fazer com que a empresa tenha um dia a dia muito mais leve e agradável do que um ambiente onde todos são estranhos que acabaram de se conhecer.

Aquele almoço onde todo mundo se solta um pouco mais. As piadas internas. A liberdade de falar o que pensa sem medo de ser mal interpretado.

Claro, isso também pode ser uma faca de dois gumes se não houver limites claros.

Comprometimento real

O comprometimento e os objetivos em comum fazem com que todos genuinamente queiram que a empresa seja um sucesso e cresça no mercado de atuação. Não é apenas um emprego - é o sustento da família, é o legado que está sendo construído.

Essa realidade é muito mais facilmente encontrada em negócios de família do que em empresas tradicionais onde funcionários veem aquilo apenas como mais um trabalho temporário.

Sucessão planejada

Existe também a realidade na qual o negócio familiar já está estruturado, consolidado e com espaço no mercado, e surge a necessidade de acontecer uma sucessão na gestão.

Quando essa sucessão é prevista e planejada com antecedência, a mudança na administração tem tudo para manter (ou até melhorar) a saúde financeira e produtiva do negócio.

Em ambas as situações - seja abrindo uma nova empresa familiar ou assumindo um negócio já estabelecido - os donos precisam ficar extremamente atentos aos principais desafios.

Criar regras profissionais claras, documentá-las adequadamente e segui-las à risca. Estabelecer salários ou pró-labores com base em cargos e responsabilidades reais, não em grau de parentesco. Evitar a concessão de privilégios injustificados.

Esses são alguns dos cuidados mais importantes na gestão deste tipo de negócio.

Dicas para fazer com que as empresas familiares tenham sucesso

Agora vamos ao que realmente interessa: como fazer sua empresa familiar funcionar de verdade.

Tenha uma formação de sócios consistente

Para abrir uma empresa em sociedade, seja com familiares ou não, você precisa fazer o contrato social. Não tem negociação aqui - é obrigatório por lei e fundamental para a segurança de todos.

O documento especifica quem são os donos da empresa, quais são as regras de funcionamento e as condições nas quais ela será constituída e operada. É basicamente a constituição do seu negócio.

No caso de sociedades com pessoas da mesma família, ter uma formação de sócios consistente e bem documentada é ainda mais importante do que em sociedades convencionais.

Por quê?

Porque muitas vezes outros membros da mesma família também farão parte da empresa no futuro, mesmo que inicialmente não sejam sócios. E se isso não estiver claramente documentado desde o início, a participação deles pode gerar confusões enormes lá na frente.

Aquele tio que “ajuda” no negócio há 5 anos mas nunca foi formalizado. A filha que trabalha meio período mas acha que tem direito a participação nos lucros iguais aos sócios.

Por isso, a definição formal do quadro societário da empresa é absolutamente indispensável. Sem exceções.

Defina cargos e atribuições com clareza

Assim como a formalização dos sócios, uma empresa familiar também precisa ter definido e documentado os cargos e atribuições de cada membro que fizer parte da operação.

Esse passo pode parecer desnecessário para muitos (especialmente em empresas pequenas), mas com ele também fica muito mais fácil acompanhar o crescimento e a evolução de cada membro ao longo do tempo.

A escolha dos cargos e responsabilidades em empresas familiares é, infelizmente, muitas vezes feita com base nas relações pessoais. “Ah, mas ele é meu sobrinho, vou colocar ele como gerente”. Esse também não é um método saudável para o negócio.

Dependendo do setor de mercado, é fundamental considerar a qualificação real das pessoas na hora de definir suas atribuições.

Com isso, a empresa terá muito mais chances de crescer e se destacar da concorrência. Em algumas situações, é verdade, o conhecimento do setor e experiências prévias (ou adquiridas com o próprio negócio ao longo dos anos) podem ser mais importantes do que uma formação acadêmica formal.

Mas é importante não colocar alguém para exercer uma função crítica apenas pela proximidade ou grau de parentesco. Isso é receita para o desastre.

Estabeleça o valor do salário ou do pró-labore de forma justa

A decisão baseada puramente no parentesco também é uma realidade problemática em muitas empresas familiares na hora de definir o valor de salário ou pró-labore.

Existe um entendimento muito aplicado (e muito errado) de que o que uma pessoa recebe precisa ser exatamente igual ao que outro membro da família vai ganhar. Mas essa percepção simplesmente não se sustenta na prática.

Os pagamentos não devem ser iguais por default. Eles devem ser estabelecidos de acordo com o cargo, as responsabilidades e a contribuição real de cada um para o negócio.

Se você tem um mercadinho de bairro no qual seus irmãos são funcionários, por exemplo, deve remunerá-los com base na atividade exercida e não na mesma quantia referente aos lucros do dono ou dos sócios.

Da mesma forma, se você tem um irmão e um filho que ocupam exatamente o mesmo cargo, executam as mesmas tarefas e entregam os mesmos resultados, o salário de um não pode ser maior do que o do outro apenas com base na proximidade ou preferência pessoal.

Essas situações de privilégio injustificado podem gerar um mal-estar enorme entre todos os funcionários, não apenas os familiares. E quando o clima fica ruim, a produtividade despenca.

Separe a convivência familiar do dia a dia empresarial (e vice-versa)

É muito mais fácil saber como administrar uma empresa familiar quando as relações pessoais não estão intensamente misturadas com o dia a dia empresarial.

É claro que a proximidade com os familiares naturalmente fará com que o ambiente seja mais leve, mais flexível, com mais liberdade para conversar abertamente. E isso é bom.

Mas a diferença crucial está em não tornar os locais de família uma extensão permanente da empresa (ou o contrário, transformar a empresa numa extensão da sala de jantar).

Muitos negócios de família que realmente deram certo adoram a prática de evitar falar de trabalho dentro de casa. Parece bobagem, mas faz toda a diferença.

Isso ajuda a minimizar significativamente a possibilidade de situações serem “levadas para o pessoal”. Aquela decisão desagradável que precisa ser tomada. Aquela crítica construtiva profissional que você precisa dar a um parente.

Quando você está no ambiente empresarial, é chefe e funcionário. Quando você está em casa, é pai e filho, irmão e irmão, tio e sobrinho.

Manter essa separação é fundamental para a saúde mental de todos e para a longevidade do negócio.

Separe o dinheiro do negócio dos dinheiros pessoais

Pequenos negócios necessitam de uma atenção ainda maior na separação do dinheiro da empresa com o dinheiro pessoal do empreendedor. O mesmo acontece (e se intensifica) em companhias familiares.

É absolutamente necessário manter um controle financeiro rígido e bem documentado para que as dívidas individuais de cada membro - seja sócio ou colaborador da empresa - não se misturem com os lucros, custos e despesas do negócio.

O dinheiro do negócio não está ligado apenas ao lucro que vai para o bolso no final do mês. Deixa eu te dar um exemplo prático.

Imagine que você tem uma farmácia onde trabalham um primo e uma filha, e não existe controle adequado de estoque. Quando surge uma necessidade pessoal, um dos dois pode simplesmente pegar um item da prateleira sem qualquer pagamento ou desconto daquele produto no salário.

Parece inofensivo, certo? “Ah, é só um remédio, a empresa não vai quebrar por causa disso.”

Mas se essa prática é realizada constantemente (e ela sempre é), pode trazer prejuízos reais e significativos para o negócio. A empresa pode encontrar um déficit no estoque sem conseguir identificar a causa, ou simplesmente deixar de ganhar o dinheiro que deveria vir das vendas daqueles produtos.

Multiplique isso por meses ou anos e você tem um problema sério nas mãos.

Crie regras para todos e evite privilégios familiares

É preciso igualdade real de tratamento em uma empresa com funcionários familiares e pessoas que não são da mesma família.

Ao privilegiar os parentes em situações como atrasos, faltas injustificadas ou descumprimento de processos, você não está fazendo um favor para eles. Você está desmotivando e provocando ressentimento em todos os outros funcionários que seguem as regras direitinho.

A falta de regras claras (ou pior, a existência de regras que não são aplicadas igualmente para todos) pode fazer com que a empresa tenha problemas muito maiores, como impacto direto na produção e, consequentemente, no rendimento financeiro.

Estabelecer regras claras de comportamento na empresa ajuda a criar um ambiente de tratamento igualitário entre todos - familiares ou não. E de quebra ainda ajuda a evitar grandes disputas internas por poder ou dinheiro que podem destruir o negócio de dentro para fora.

Trace metas claras e mensuráveis

Um dos pontos mais positivos em abrir uma empresa familiar é poder compartilhar de um mesmo propósito fundamental: fazer o negócio dar certo.

Você provavelmente já ouviu as expressões “sentimento de dono” e “vestir a camisa da empresa”, certo? Esses desejos e esse comprometimento existem muito mais naturalmente em membros de uma mesma família do que em funcionários tradicionais.

Por outro lado, a falta de planejamento concreto do futuro - muitas vezes existente justamente em ambientes familiares onde “tudo é muito informal” - pode atrapalhar seriamente o desenvolvimento da empresa.

Por isso é importante deixar a informalidade de lado em alguns processos administrativos fundamentais e definir com clareza onde o negócio quer chegar, quais são os objetivos reais da empresa e traçar metas específicas e mensuráveis para alcançá-los.

Planeje estratégias individuais e de teams para que esses objetivos sejam alcançados mais rapidamente e de forma sustentável.

Muitos negócios familiares pecam exatamente por essa falta de planejamento estruturado. Mas se preparar adequadamente para enfrentar desafios e para que a empresa cresça de forma saudável é essencial para a saúde financeira presente e para o futuro da companhia administrada em família.

Acompanhe os resultados de todas as áreas

Todos os setores de uma empresa - vendas, financeiro, comercial, operações - devem ter o desempenho mensurado de forma sistemática e regular.

Crie formas práticas para acompanhar os resultados das áreas e também dos indivíduos que as compõem. Essas estratégias de acompanhamento serão fundamentais para que as metas definidas sejam realmente atingidas, juntamente com o crescimento sustentável da empresa.

Uma solução extremamente eficiente para acompanhar os resultados de todas as áreas é adquirir um software de gestão empresarial (ERP - Enterprise Resourcing Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais em português).

Esse tipo de programa é capaz de reunir em um só lugar a administração de múltiplas áreas: contratação de funcionários, fluxo de caixa, controle de estoque, pendências fiscais, folhas de ponto e muito mais.

Ao acompanhar os resultados individuais de forma consistente, também fica possível analisar de forma objetiva se alguma contratação foi feita apenas pelas relações de proximidade entre familiares, sem considerar competência ou resultados.

Todos os membros do negócio precisam trabalhar genuinamente visando o fortalecimento e o crescimento da empresa, não apenas tentando garantir um emprego vitalício simplesmente por serem da família.

Planeje a sucessão da administração da empresa

É claro que no momento de abrir um negócio em família, a sucessão da administração da empresa não é nem de longe uma decisão prioritária. Você está mais preocupado em fazer as primeiras vendas e pagar as contas do primeiro mês.

Mas ao longo do amadurecimento da companhia, dos sócios e dos colaboradores, definir quem poderá tomar conta do negócio no futuro se torna cada vez mais importante.

Por quê? Porque a possibilidade de a empresa cair nos braços de alguém que não está preparado, que não está ligado a ela ou ao mercado de atuação, pode reverter completamente todo o esforço e trabalho dedicados por aqueles que ajudaram a começar e a construir o negócio ao longo de anos ou décadas.

Planejar a sucessão dos líderes da empresa é um processo que inevitavelmente trará muitas questões emocionais à tona. Pode gerar brigas familiares sérias, ressentimentos e até disputas judiciais.

Por isso, é altamente recomendável ter a presença de um profissional externo - alguém que esteja completamente por fora do convívio da família - para analisar de forma objetiva a situação dos potenciais herdeiros do negócio e dos cargos que ficarão disponíveis.

Esse olhar de fora, isento de emoções e históricos familiares, pode fazer toda a diferença entre uma transição bem-sucedida e um processo doloroso que destrói tanto o negócio quanto as relações familiares.

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